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Como as pré-formas PET são feitas? Da resina à pré-forma pronta

Como as pré-formas PET são feitas, passo a passo: secagem, fusão, enchimento, resfriamento, retirada e inspeção, além de ciclo, produção e equipamentos necessários.

Como as pré-formas PET são feitas? Da resina à pré-forma pronta — HWAMDA

Fabricação de pré-formas PET em resumo

As pré-formas PET são feitas por moldagem por injeção. A resina PET seca é fundida, injetada em um molde resfriado de várias cavidades, mantida sob pressão, resfriada até ficar rígida e retirada. Cada ciclo produz uma pré-forma por cavidade, então um molde de 72 cavidades faz 72 pré-formas a cada abertura. As oito etapas são:

1. Preparar a resina
Grânulos de PET grau garrafa, mais cor ou rPET se necessário.
2. Secar a resina
Remover a umidade antes de fundir o PET.
3. Transportar e alimentar
Levar a resina seca à máquina em um sistema fechado.
4. Fundir
A rosca e o cilindro aquecido transformam os grânulos em um material fundido homogêneo.
5. Encher e recalcar
O material é injetado por um canal quente em cada cavidade e compactado.
6. Resfriar no molde
A água gelada retira calor até as pré-formas ficarem rígidas.
7. Retirar e pós-resfriar
O molde abre, as pré-formas são liberadas e continuam resfriando.
8. Inspecionar e embalar
As pré-formas são verificadas, contadas e embaladas para armazenamento ou envio.

A garrafa é feita depois, quando a pré-forma é reaquecida e moldada por estiramento e sopro.

Etapa 1: Começar com resina PET grau garrafa

As pré-formas são feitas com grânulos de PET grau garrafa, normalmente entregues em big bags. O grau é escolhido junto com a garrafa: água, refrigerantes e produtos envasados a quente podem usar graus diferentes. A cor é adicionada depois, na máquina, com masterbatch, e o PET reciclado (rPET) pode ser misturado. Os sacos ficam fechados e armazenados em local seco e limpo até a resina ser carregada no secador.

Big bags de resina PET grau garrafa ao lado de um sistema de secagem de resina
Resina PET grau garrafa em big bags, pronta para ser carregada no sistema de secagem.

Etapa 2: Secar a resina

O PET absorve umidade do ar, e a água que fica nos grânulos degrada o polímero quando ele funde. O resultado são pré-formas mais fracas e turvas e peso instável. Por isso, a resina passa por um secador desumidificador, ajustado conforme os dados do fornecedor da resina, antes de chegar à máquina.

Funil secador e carregador a vácuo montados sobre uma unidade de injeção de PET
Funil secador e carregador a vácuo instalados diretamente sobre a unidade de injeção.

Etapa 3: Transportar e alimentar a resina seca

O PET seco chega ao funil da máquina por um carregador a vácuo ou por um sistema de transporte centralizado. Tubulações fechadas protegem a resina do ar úmido e da poeira entre o secador e a rosca. Se as pré-formas forem coloridas, um dosador de masterbatch na entrada da rosca adiciona uma quantidade medida de cor a cada injeção.

Etapa 4: Fundir (plastificar) o PET

Dentro da unidade de injeção, uma rosca giratória leva os grânulos adiante por um cilindro aquecido. O calor do cilindro e o atrito da rosca fundem o PET em um material homogêneo e transparente, que se acumula à frente da rosca como uma dose medida para todas as cavidades.

O PET é sensível ao histórico térmico. Se ficar tempo demais ou quente demais no cilindro, pode amarelar e formar mais acetaldeído, um subproduto que pode afetar o sabor da água engarrafada. Por isso as máquinas de pré-formas usam roscas projetadas para PET e uma unidade de injeção dimensionada para a dose.

Etapa 5: Encher as cavidades e recalcar

A rosca avança e empurra o material pelo bico até o canal quente do molde, um distribuidor aquecido que mantém o PET fundido até cada cavidade. Em cada cavidade, um ponto de injeção (normalmente com válvula) se abre e o material enche o espaço entre a cavidade e o macho, do fundo da pré-forma até o gargalo.

Com as cavidades cheias, a pressão de recalque continua empurrando um pouco mais de material enquanto o PET contrai ao esfriar. Depois os pontos de injeção se fecham. Todas as cavidades precisam encher no mesmo ritmo e com o mesmo peso, porque uma cavidade lenta repete o defeito a cada ciclo.

Placa de canal quente de um ferramental de pré-formas de várias cavidades sobre uma bancada
Placa de canal quente para um ferramental de pré-formas de várias cavidades.

Etapa 6: Resfriar a pré-forma no molde

Água gelada circula por canais nos machos e nas cavidades e retira o calor das paredes da pré-forma. A pré-forma precisa resfriar rápido o bastante para continuar transparente e ficar rígida o suficiente para ser liberada sem deformar.

O resfriamento costuma ser a parte mais longa do ciclo, e paredes mais grossas precisam de mais tempo. Por isso o chiller, os circuitos de água do molde e o estado das superfícies do molde influenciam diretamente a velocidade de produção das pré-formas.

Etapa 7: Abrir, retirar e pós-resfriar

O molde abre e as pré-formas ficam nos machos. Como a rosca é uma contrassaída, o gargalo é formado por insertos bipartidos (gavetas do gargalo) que se afastam para liberá-lo. Em seguida, as pré-formas são empurradas para fora dos machos.

Na produção com muitas cavidades, um robô de retirada recebe as pré-formas em tubos resfriados a água e as mantém ali enquanto a próxima injeção já está sendo moldada. Esse pós-resfriamento termina o resfriamento fora do molde, de modo que o tempo de resfriamento no molde, e portanto o ciclo, pode ser menor.

Pré-formas transparentes nos machos de um ferramental de 64 cavidades aberto durante um teste
Pré-formas nos machos de um ferramental de 64 cavidades aberto durante um teste.

Etapa 8: Inspecionar, embalar e armazenar

As pré-formas já resfriadas caem em uma esteira e são verificadas antes da embalagem. As verificações típicas são peso, dimensões do gargalo, aparência e ponto de injeção, com amostras de cada cavidade. As pré-formas aprovadas são embaladas em caixas ou contêineres a granel, identificadas por lote e armazenadas limpas, secas e longe da luz solar direta até o sopro.

Ciclo e produção: quantas pré-formas por hora?

Um ciclo inclui enchimento, recalque, resfriamento, abertura do molde e retirada. Ele depende principalmente do peso e da espessura de parede da pré-forma, do resfriamento do molde e do método de retirada. A produção horária teórica é:

Pré-formas por hora = cavidades × 3.600 ÷ tempo de ciclo em segundos.

Os dois exemplos abaixo foram registrados em máquinas HWAMDA durante testes de molde de clientes antes do embarque. Eles mostram apenas o cálculo; o seu ciclo depende do projeto da pré-forma, do molde e do resfriamento.

ModeloCavidadesPeso da pré-formaCiclo registradoProdução teórica
HMD430PET7216,5 g9,9 s72 × 3.600 ÷ 9,9 ≈ 26.180 por hora
HMD500PET, com robô de pós-resfriamento9615,2 g8,8 s96 × 3.600 ÷ 8,8 ≈ 39.270 por hora

Registrado em testes de molde de clientes; produção teórica com 100% de disponibilidade, antes de paradas e refugos. Os resultados reais dependem do projeto da pré-forma, do molde e do resfriamento.

Equipamentos necessários para fazer pré-formas PET

A produção de pré-formas exige mais do que uma máquina. Os equipamentos se dividem em cinco grupos:

Equipamentos principais
Uma injetora construída para pré-formas PET e um molde de pré-formas de várias cavidades com canal quente.
Manuseio do material
Secador desumidificador, carregador a vácuo ou transporte centralizado e um dosador de masterbatch para pré-formas coloridas.
Resfriamento
Um chiller para a água do molde, água de resfriamento para a máquina e controle da umidade ao redor do molde para evitar condensação.
Manuseio das peças
Robô de retirada com pós-resfriamento para moldes de muitas cavidades, esteiras e embalagem.
Controle de qualidade
Balança de precisão, calibradores de gargalo e de parede, um polariscópio ou caixa de luz e um meio de soprar garrafas de amostra.

Ar comprimido, alimentação elétrica e espaço físico são planejados junto com os equipamentos. Para um plano de produção completo, envie os dados da sua pré-forma e da produção desejada.

Da pré-forma à garrafa

A moldagem de pré-formas termina com uma pré-forma pronta, não com uma garrafa. Na produção em dois estágios, as pré-formas são armazenadas e depois reaquecidas e moldadas por estiramento e sopro em uma sopradora separada, muitas vezes na fábrica do envasador. Na produção em um estágio, a pré-forma é soprada no mesmo equipamento enquanto ainda guarda o calor da moldagem. Muitas empresas moldam pré-formas em uma fábrica e sopram as garrafas em outra, perto das linhas de envase.

O que preparar antes de planejar a produção de pré-formas

Um projeto de pré-formas é definido pela pré-forma e pela produção, não pelo tamanho de uma máquina. Reúna primeiro estas informações:

Desenho ou amostra da pré-forma
A pré-forma que você quer fazer, ou a garrafa em que ela deve ser soprada.
Gargalo
Nome e desenho do gargalo, compatíveis com a sua tampa.
Peso da pré-forma
Peso-alvo e tolerância.
Resina
PET grau garrafa, proporção de rPET e cores.
Produção desejada
Pré-formas por hora ou por ano, e número de turnos.
Utilidades da fábrica
Tensão e frequência, água de resfriamento, ar comprimido e espaço disponível.

FAQ

Perguntas frequentes

Qual é a primeira etapa para fazer uma pré-forma PET?

Preparar e secar a resina PET grau garrafa. O PET absorve umidade do ar, e os grânulos precisam ser secados antes de fundir; caso contrário, as pré-formas perdem resistência e transparência.

Por que a resina PET precisa ser secada antes da moldagem?

A água nos grânulos degrada o PET quando ele funde, o que resulta em pré-formas turvas e quebradiças e peso instável. As condições de secagem seguem os dados do fornecedor da resina; o guia de moldagem por injeção de PET explica os requisitos de secagem.

Quanto tempo leva para fazer uma pré-forma PET?

Cada ciclo produz uma pré-forma por cavidade. O ciclo depende do peso da pré-forma, da espessura de parede, do resfriamento do molde e da retirada. Em testes de molde de clientes da HWAMDA, um molde de 72 cavidades com pré-formas de 16,5 g trabalhou a 9,9 s, e um molde de 96 cavidades com pré-formas de 15,2 g trabalhou a 8,8 s com robô de pós-resfriamento. O seu ciclo depende do projeto da sua pré-forma, do molde e do resfriamento.

Quantas pré-formas podem ser feitas por hora?

Multiplique as cavidades por 3.600 e divida pelo tempo de ciclo em segundos. Por exemplo, 72 cavidades a 9,9 s resultam em cerca de 26.180 pré-formas por hora com 100% de disponibilidade, antes de paradas e refugos.

De quais equipamentos preciso para começar a fazer pré-formas?

Uma injetora para pré-formas PET, um molde de pré-formas de várias cavidades com canal quente, um secador desumidificador e um carregador, um chiller, equipamentos de retirada e manuseio e ferramentas básicas de controle de qualidade. Ar comprimido e energia elétrica são planejados junto com eles.

Posso fazer pré-formas e soprar garrafas na mesma fábrica?

Sim. Muitos envasadores moldam pré-formas e sopram garrafas na mesma fábrica, seja com uma sopradora separada (dois estágios), seja com equipamento de um estágio. Outros compram as pré-formas e apenas sopram e envasam.

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